Então fomos para a escola, conhecemos pessoas novas, mudamos um poucos nossas companhias, mas continuamos achando que todos são nossos amigos.
Aí, entramos na quinta série. Lá começamos a mudar mais. Já somos mais selectivos com nossas amizades e procuramos pessoas com os mesmo interesses que os nossos, avaliamos as aparências e aprendemos com os erros. Mas mesmo assim não temos nossa própria personalidade. Temos medo de ser nós mesmos e seguimos as modinhas dos mais velhos, criando um personagem.
A partir da sétima série, tudo muda. Deixamos os personagens daquele teatrinho infantil, e começamos a lutar, correr riscos, sonhar e viramos gente. Abandonamos as mascaras e nos tornamos nós mesmos e por aí vai, até virarmos adultos chatos e "responsáveis".
Agora, sendo eu mesma, observo atentamente o passado, surpresa por ver os coleguinhas que deixei pra trás, então, lembro deles nos dias de hoje. Hoje eles são emos, góticas, estranhos, nerds, patricinhas, playboys, coloridos, isolados, galinhas... existem vários outros rótulos para colocar. Mas e eu? E meu rótulo? Bom, acho que nem tenho um. Sou uma mistura de tudo. Vivo momentos emos, as vezes me mato de estudar, também sou fútil e me acho de vez em quando, mas na maioria das vezes, sou só aquela garotinha "normal", mas, se você é verdadeiramente meu amigo, você sabe quem eu sou de verdade e sabe que eu sou apenas eu, traduzindo: não sou nada normal (e nunca ninguém acertou como eu era só pelas primeiras impressões), mas você me ama assim, não é?
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